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Devoradores de Estrelas (2026)

  • Diego Nicolau
  • 31 de mar.
  • 2 min de leitura

Baseado no livro de Andy Weir, Devoradores de Estrelas acompanha Ryland Grace, um professor que desperta sozinho em uma nave espacial sem memória de como chegou ali, mas com a missão de salvar a Terra de uma ameaça cósmica que está consumindo a energia do sol. À medida que suas lembranças retornam, ele precisa lidar não só com a grandiosidade da missão, mas também com as conexões inesperadas que surgem no meio do vazio do espaço.

Devoradores de Estrelas é aquele tipo de ficção científica que não tenta te esmagar com complexidade, é um filme grande na ideia, mas íntimo na execução. Ele não exige que você quebre a cabeça a cada cena, e talvez seja justamente aí que mora a sua força: na forma como simplifica o impossível sem perder o impacto emocional.


E impacto é algo que o filme tem de sobra. Existe uma carga emocional gigantesca atravessando toda a narrativa, principalmente porque ela é sustentada por relações e não apenas pela ameaça cósmica.


Ryan Gosling entrega um protagonista que carrega essa dualidade muito bem, transitando entre vulnerabilidade e responsabilidade com naturalidade. Mas o que realmente surpreende é a relação construída com Rock. A amizade entre os dois é genuína, é sentida, e em nenhum momento parece forçada. Você acredita naquela criatura. A forma como o filme constrói esse vínculo é tão honesta que, em pouco tempo, você já está emocionalmente investido naquela parceria improvável.


E aí entra um dos pontos mais interessantes do filme: a criação do alienígena. Existe um cuidado em fugir do padrão humanoide, algo que muitas obras ainda insistem em repetir. Assim como outras produções recentes que apostam em formas de vida verdadeiramente diferentes, Devoradores de Estrelas entende que o desconhecido precisa parecer… desconhecido. Rock não é só um alien, ele é uma ideia bem executada de alteridade, algo que reforça ainda mais o senso de descoberta do filme.


Visualmente, o longa também entrega momentos que ficam. Tem uma cena específica que é, sem exagero, uma das mais bonitas do ano daquelas que fazem você parar, respirar e só absorver o que está vendo.


No fim das contas, Devoradores de Estrelas é sobre esperança, conexão e sobre quem a gente escolhe ser quando tudo está em risco. Um filme que emociona sem esforço e que facilmente se coloca entre os melhores do ano.

 
 
 

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