Leviticus (2026)
- Diego Nicolau
- há 10 minutos
- 1 min de leitura
Eu gostei bastante de Leviticus. É um filme que pega uma ideia relativamente simples e consegue transformar isso em uma metáfora bem interessante.

Dois adolescentes precisam escapar de uma entidade violenta que assume a forma da pessoa que eles mais desejam — um ao outro.
A entidade do filme, para mim, funciona como uma representação da homofobia. Ela transforma o desejo e a descoberta da própria sexualidade em algo assustador, em uma ameaça que está sempre perseguindo os personagens.
Inclusive, teve momentos em que a forma do filme trabalhar essa ameaça me lembrou bastante It Follows. Principalmente essa sensação de que você pode fugir, mas nunca consegue realmente escapar daquilo que está te perseguindo.
Só que é aí que entra o meu principal problema com Leviticus.
Em determinado momento, parece que o filme começa a explicar demais a própria crítica.
Tipo, beleza, a gente entendeu que isso aqui representa a homofobia. Mas e agora? O que o filme vai fazer com essa ideia?
Eu queria que ele desenvolvesse mais essa discussão, porque existe uma metáfora muito boa aqui, mas sinto que o roteiro acaba ficando satisfeito demais em apresentar essa metáfora em vez de realmente explorar todas as possibilidades dela.
Ele tem uma proposta interessante, uma atmosfera muito boa e consegue usar o gênero para falar de uma questão que vai muito além do próprio monstro.
É um filme que talvez não desenvolva tudo o que promete, mas pelo menos está tentando fazer alguma coisa diferente com o terror





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