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Supergirl (2026)

Diego Nicolau
24 de jun.
2 min de leitura

Depois de sua breve aparição em Superman, finalmente chegou a hora de Kara Zor-El ganhar seu próprio espaço no novo universo da DC. Inspirado em Supergirl: Woman of Tomorrow, o filme acompanha uma Supergirl muito diferente daquela que o grande público está acostumado a ver: mais introspectiva, marcada pelas cicatrizes da destruição de Krypton e tentando encontrar seu lugar em um universo que parece grande demais para alguém tão solitária.

O maior acerto do filme está justamente em sua protagonista. Milly Alcock entrega uma Kara cheia de personalidade, vulnerabilidade e força na medida certa. Sua interpretação consegue transmitir o peso emocional que a personagem carrega sem perder o carisma necessário para sustentar uma aventura espacial dessa escala. É uma versão mais humana da heroína, uma jovem que ainda está aprendendo a lidar com sua própria dor enquanto descobre que não precisa enfrentar tudo sozinha. Esse é, sem dúvida, o coração do filme.


Outro personagem que rouba a cena sempre que aparece é Lobo. Interpretado por Jason Momoa, ele traz uma energia caótica e divertida que funciona perfeitamente dentro da proposta do filme. Cada aparição rende alguns dos momentos mais memoráveis da história, e fica a sensação de que queremos vê-lo em muitas outras produções do DCU. Já Krem cumpre bem seu papel como antagonista. É aquele tipo de vilão que realmente desperta antipatia no público, o que torna a jornada de Kara ainda mais envolvente.


Visualmente, o filme também merece elogios. A construção desse universo cósmico é uma das melhores partes da experiência. Os diferentes planetas, espécies alienígenas e sistemas solares ajudam a criar uma sensação genuína de aventura espacial. Algumas das cenas mais divertidas surgem justamente das diferenças entre esses mundos e de como seus ambientes afetam os personagens.


Infelizmente, o roteiro não acompanha a mesma qualidade. A trama é funcional, mas raramente empolga. A jornada de vingança que move a narrativa parece simples demais para sustentar toda a duração do filme. A personagem Ruthye, que deveria ser uma peça fundamental na história, acaba sendo um dos pontos mais fracos. Sua presença não cria a conexão emocional esperada e, em vários momentos, mais atrapalha do que contribui para o desenvolvimento da trama.


No fim das contas, Supergirl não é um filme perfeito. A história carece de mais impacto e alguns personagens secundários não funcionam tão bem quanto deveriam. Ainda assim, ele acerta onde mais importa: na construção de sua protagonista. Milly Alcock entrega uma Supergirl que finalmente se diferencia da sombra do Superman e mostra por que a personagem merece protagonizar suas próprias histórias. Somando isso a um universo criativo, um vilão eficiente e um Lobo simplesmente irresistível, o resultado é uma aventura divertida que vale a experiência na tela grande.


Supergirl pode não alcançar todo o potencial de sua premissa, mas apresenta uma heroína carismática, emocionalmente complexa e pronta para voar cada vez mais alto dentro do novo DCU.


 
 
 

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